Pesca fantasma: um problema ambiental sério

A poluição das águas é um problema crescente em todo o mundo e a pesca fantasma é um de seus principais elementos. Por todo o planeta vem crescendo a conscientização: antes era a poluição devido ao afundamento de navios petrolíferos, um problema que felizmente vem melhorando; hoje em dia sabemos que os oceanos estão ficando contaminados com plástico, com a Grande Porção de Lixo do Oceano Pacífico causando cada vez maior preocupação. Isto sem falar do aquecimento geral dos oceanos, que vem trazendo dificuldades às formas de vida aí existentes.

Pesca fantasma

A pesca fantasma vem sendo reconhecida como mais um dos problemas urgentes a resolver pela Organização das Nações Unidas. Por todo o mundo, pescadores profissionais e autônomos abandonam redes e outros equipamentos de pesca, por ficarem estragados ou sem uso. Na prática, trata-se de deitar lixo para a rua – objetos que já não servem e que são abandonados na natureza, em vez de serem recuperados, reciclados ou pelo menos não deixados sem destino.

Com milhares e milhões destas armadilhas vagando na água, o resultado é a morte por captura acidental de um número incalculável de animais, que simplesmente ficam presos nessas redes e ali permanecem até morrerem de fome. Um artigo da revista Dinheiro sugere que cerca de 80% das tartarugas marinhas que morrem em águas brasileiras têm a pesca fantasma como causa de morte. Ao contrário do que se poderia pensar, o problema é especialmente grave para as espécies de grande porte, como o golfinho ou a baleia-jubarte; esses animais, precisamente por serem maiores, existem na Natureza em menor número, e por isso cada uma de suas mortes representa um prejuízo estatisticamente muito maior.

Além da questão ética de proteção dos animais, que não é consensual entre os cidadãos, está em causa a sustentabilidade da vida marinha e da pesca em todo o mundo, com consequências para comunidades inteiras. Pelo menos isso será consensual para todos.

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