Mar de Aral: nova esperança para resolver uma catástrofe ambiental

Imagine, caro leitor que mora ou conhece bem Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, que o lago ou rio Guaíba (a turma não se decide se é lago ou rio) secava totalmente. Imagine que as comunidades de pesca do Amazonas ou do Paraná, em alguns anos, deixavam de ter ali seus rios. Que a água sumia completamente, os barcos ficavam em terra firme, e o pó da areia substituía as margens alegres. Consegue imaginar uma catástrofe dessas?

Foi isso que aconteceu, em poucas décadas, no mar de Aral, uma porção de água salgada interior situada na Ásia Central e que os mapas mais antigos ainda mostram bem – é aquele mar situado no centro da Ásia, não muito longe do mar Cáspio. A zona, que antes pertencia à União Soviética e agora é administrada pelos novos países que lhe sucederam, secou quase completamente. Uma área de água salgada do tamanho de Santa Catarina simplesmente sumiu.

Uma reportagem recente da BBC mostra um plano para recuperar o mar de Aral e tentar reparar os incríveis danos ambientais ali causados.

A história

Na década de 1960, o governo soviético decidiu desviar o curso dos dois principais rios que correm para a zona do mar de Aral para promover gigantescas plantações de algodão. O preço foi o ressecamento progressivo. As comunidades de pescadores de suas margens ficaram sem modo de vida e sem emprego; substâncias tóxicas depositadas no fundo do mar causaram doenças; e o próprio clima ficou mais seco. Para quem ali nasceu, aprendeu a pescar na infância e chegou à velhice, foi um pesadelo.

A ideia

As autoridades estão plantando arbustos nativos da região no antigo fundo do mar. Esperam que o arbusto ajude a restaurar o solo e a impedir a dispersão de poeiras. O projeto, de muito longo prazo, pede ajuda e investimento internacional.

Pode demorar mais de um século até crescer uma floresta na zona, mas a esperança, pelo menos, voltou.

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