O rio Uruguai apresenta condições muito favoráveis para a pesca esportiva. Não só pela riqueza de suas águas, onde é fácil apanhar o dourado (esse peixe belíssimo e valioso cuja pesca é agora proibida em Corumbá/MS) mas também porque a natureza do clima e o desenvolvimento econômico da região deixam a tarefa um pouco mais fácil para o pescador esportivo.

A pescadora Isabel Pellizzer descreveu, em seu site pessoal, o relato de uma aventura à pesca na região de Porto Xavier, no Rio Grande do Sul. Pellizzer conta que o rio é, no geral, bastante raso, e que os pescadores devem levar um guia local que conheça as armadilhas no caminho; o leme e a hélice do barco devem estar protegidos contra a presença de pedras por uma armadura de metal. Pelo mesmo motivo (pouca profundidade e presença de muitas pedras), o pescador escolhe iscas artificiais de barbela curta.

Mais profundidade é necessária

Em seu artigo, a pescadora explica que, nesse ponto, o rio já está bem dependente do volume de água que é retido ou liberado nas comportas mais acima, e quanto mais água, mais favorável para o pescador. Em seguida, ela descreve um bom local: o Tombo do Cordão, um ponto onde o rio Uruguai é atravessado por um cordão de rochedos (daí seu nome) que são suficientemente grandes para os sarandis crescerem. O sarandi é um arbusto típico da região.

Um pouco acima do Tombo do Cordão, existem duas pequenas ilhas que são um bom local para tentar de novo; é aí que, finalmente, Pellizzer consegue fazer fotos de enormes dourados capturados.

A margem e a corredeira

A margem do rio e a corredeira são os locais apontados como ideais para pegar o dourado. Quanto à técnica, é simples: deve subir até ao ponto inicial do local escolhido e depois descer com a corrente, ajudando com o remo a controlar sua posição.

Note que, para pescar do lado argentino, precisa licença ambiental.